segunda-feira, 11 de julho de 2016

Gato.

Gato, vem aqui que ainda faltam alguns minutos pra água ficar boa. Enche mais uma taça enquanto eu esvazio a outra. Já aproveita e me completa com carinho também, me enche de beijo pra eu não precisar repetir. A não ser que eu queira.

Fica paradinho gato, deixa que eu vou até aí. Deixa eu te parabenizar pq eu adorei, tava ótimo. Uma delícia gato, você. Não se mexe não, deixa que eu acerto, que eu te abraço, te aperto, me seguro, me encaixo. Me olha no olho, faz cara de bravo, de apaixonado e gargalha pra mim. Daquele jeito.

Obrigado gato! Por fazer eu me sentir tão bem, deixar eu ser tão eu, tanto que eu até duvido. Obrigado por se esforçar pra me entender, por deixar eu te desvendar, por me ajudar a ser.

Calma gato, calma que semana que vem ta aí e eu já to aqui de novo. Calma que demoro pra desdobrar, que logo eu to pronto pra outra, que não foi por querer que eu não te procurei.

Isso gato, assim tu me convence, assim eu me encontro, me garanto, te adoro, e de canto, me entrego.

domingo, 10 de julho de 2016

Bora!

Teve beijo. Teve sorriso, teve brilho nos olhos, teve sol, ventinho e um pier de seriado. Eu cheguei antes, Não fiquei nervoso, nem tímido, sadly as it is, a gente se acostuma com isso né?!

Teve encanto, teve duvida, talvez deu até aquele medo. Teve o meu restaurante, uma massa, pouca pimenta e um chope. Só um chope. Teve coca, deu calor, e agora?

Bora!

Deu pra suar, deu sentir, deu pra apertar forte. Deu pra rir, pra ficar com vergonha, e ainda bem, pra segurar. Não deu pra parar, nem pra resistir. Não precisou falar, não precisei fingir, nem me explicar.

Foram horas. Rapidinho. Foi bem adulto e com carinho. Passou rápido e acabou cedo, antes do que eu esperava. Não teve jantar, nem "mais um pouquinho". Deixou uma marquinha, uma lembrança e quem sabe, saudades.