terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Involuntariamente

Acho que desde o começo isso foi assim. Não que seja porque a coisa vá além do físico, é obvio que vai, mas é mais que isso.. É como se todas as versões fossem boas, como se eu não conseguisse escolher a melhor forma.

Fica tão bom de roupa social e cabelo cumprido, vejo como um desses italianos mafiosos, mas que são incapazes de fazer mal a alguém. Pode deixar curto também, encurta a barba e usar aquelas bermudas xadrezes que só ficam boas em você, continua lindo.


Sinto que eu não tenho escolha. Te vejo gordo ou magro, branco ou moreninho, bem vestido ou até só de pijama e eu te acho bonito. Não consigo te nivelar com ‘o dia que você estava mais bonito’, nem um dia em que eu tenha te achado feio. É como se cada dia ficasse melhor, como se cada dia você aparecesse da melhor maneira que poderia estar. 


É como se todo dia eu fosse forçado a te achar lindo, mas involuntariamente.



"just the way you are..."

sábado, 15 de fevereiro de 2014

BBW

Foi a curiosidade, a curiosidade aliada ao proibido. O difícil casado com o bonito. Foi a minha vontade de conseguir o impossível. Talvez minha vontade de me machucar. Foi minha vontade de me trair, quem sabe foi só eu me permitindo a errar. Minha vontade de errar feio.

Longe de ter sido ruim, mas distante de bom, perto do potencial que tinha. Cheguei me sentindo um dos caras mais confiantes do mundo, e o meu sorriso não mente, eu ouvi dizer. Também falaram do meu olhar, de quão verdadeiro ele é. E de como eu digo sim, mesmo falando não, apenas pela minha expressão facial.

Menos fechado, aberto para coisas novas, menos quadrado e me permitindo errar e quebrar as regras. Consegui tudo o que eu quero mudar em mim, em uma só noite. Junto com tudo isso veio de brinde o sentimento da hipocrisia e um pouco da sujeira.

Mas quem aprende a mudar, quem quer crescer, aprende a assumir. Aprende a limpar a sujeira e usar a hipocrisia, não mais como uma culpa, e sim como um motivo pra mudar tudo o que já pensou ou defendeu. E a gente? Meu amigo, isso a gente resolve. 


"can I play myself again?
or should I just be my own best friend?
Not fuck myself in the head with stupid men.."



sábado, 4 de janeiro de 2014

2014

O bom do segundo andar é esse: posso tudo. Mudo as cores e a decoração daqui quando eu quero. Cansei do bege, do preto e do marrom. Quero uma cor mais forte aqui em 2014. Quero uma cor mais vibrante, que chame mais atenção, quero uma cor mais feliz.

Rapidinho tudo muda de cor, aí mudo a foto e pronto, ta tudo diferente. Os posts ficam, é claro. Os posts, sempre ficam. São como cicatrizes, como manchas, como as brigas perdidas. Como as fotografias, como músicas decoradas, como os passos de dança ensaiados.

Os sentimentos também ficam. Posso descer daqui rapidinho, mas levo tudo comigo. Levo cada post que já escrevi, porque fazem parte do meu caminho. E eu consigo até esconder as cicatrizes, tampar as manchas e ignorar minhas batalhas perdidas. Posso tirar tudo que fica amostra e me relembre o que eu quero esquecer, mas simplesmente não consigo esquecer.

Posso ficar dois dias sem tua lembrança, mas aí ela volta com a saudade. Aí refaço todos os diálogos, todos os planos e todas aquelas perguntas que ainda não consegui responder. Com isso vem aquele calor, aquele sentimento de que não adianta tentar, não adianta focar, tem coisa que não vai acontecer.

E não me sobram alternativas, a não ser desistir. E desistir da gente, é desistir do caminho que eu tracei, dos objetivos que eu me coloquei. Desistir da gente é ter que esquecer o meu passado e os meus planos pro futuro. É mudar o meu presente, mudar o meu destino e te tirar do meu caminho.


"say something I'm giving up on you"