sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Every Night.

Nunca busquei informação sobre esse tipo de sentimento. Sempre penso várias vezes antes de fazer alguma coisa, jamais imaginei que estaria algum dia, em uma situação como essa. É como se me faltasse o ar, todos os dias ao acordar. Como se eu não saísse completo da cama, limpo do banho ou alimentado da mesa. Não é um vazio, nem uma dor. Não é uma duvida, nem uma certeza. Acredito que não seja insegurança, apenas uma tristeza.


É um sentimento, horrível, de que não adianta o que eu vá fazer, o final da estoria eu já sei. Será incompleto, com falhas, erros, ou seja, uma estoria que não deveria ter sido escrita. Sinto que perdi minha armadura, perdi o brilho dos olhos, minha tranquilidade e a pureza do meu coração. Perdi minha malícia, perdi meu tesão, perdi minha curiosidade.


Não sei qual a parte do caminho que eu me perdi, a parte do livro que eu não li, ou do filme que eu dormi. Sinto que estou mergulhado nessa amargura, trancado nesse escuro e que sou forçado a passar um calor, sempre sufocado ou agoniado  Não busco resgate, não busco conselhos, não quero mais nada e mais ninguém.

Acordo todos os dias assim, sem amor. Acordo por acordar, faço por fazer e enfim chega a hora de dormir. De todas as formas de se sentir o amor, coube a mim, sentir o amor não correspondido.



"They say if you love somebody, then you have got to set them free.. but I would rather be locked to you, than live in this pain and misery.."

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O gosto da hipocrisia.

Lembro do dia que contei para os meus pais que eu fumava, confesso que não foi um choque muito grande. Nunca esqueço a reação da minha mãe. Estávamos almoçando e ela riu, ali na mesa mesmo, falou "você fuma?" e riu. Não entendi aquela reação, mas também não questionei, deixei rolar. Ela também era fumante, era, pois assim que eu comecei a fumar dentro de casa, ela parou. Pra sempre.

Sempre fui um apreciador da cerveja. Da cerveja, da vodca, do rum, enfim, do álcool, e confesso que sempre fui péssimo no auto controle, quando quantidade de álcool ingerida deveria ser controlada. E isso nunca me incomodou, embora sempre tenha me gerado alguma 'dor de cabeça' no dia seguinte. Nunca me incomodou até eu ver uma amiga sem medir o quanto bebia. As coisas que fazia, as coisas que contava, quando vi quem ela se tornava, repensei.

Sempre achei Ok e embora utilizasse da minha maneira, levava como uma coisa qualquer. Aliás, te conheci por esse meio. Acredito que não importa o que a gente faça, mas sim a intensidade e a importância que a gente coloca nas coisas. Não sei se é a atenção que você doa pra isso, ou é o simples fato de ser você, mas me da nojo, não só daquilo, mas de você também. E disso, tiro uma conclusão, não meterei mais meus dedos ali.


"wish there was a way I could delete it.."

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Re-pe-pe-peat.

E quando te falarem de amor, daquele que é pra sempre, que é verdadeiro, igual de mãe, pense em mim. Quando te falarem que dois homens não ficam juntos pra sempre, que não existe fieldade entre dois homens,  que o instinto animal separa qualquer um, pensa em mim. Quando te falarem que não dá, que você não ta certo, que não vai conseguir, pensa em mim.

Quando ouvir aquela música, lembra de mim. Quando for para aquela cidade, naquele restaurante e passar na minha rua, lembra de mim. Quando estiver feliz, quando se encantar, quando quiser chorar de felicidade, lembra de mim. Lembra de mim quando acordar, no primeiro sorriso do dia, na hora do almoço, no cafézinho da tarde. Na primeira cerveja, na segunda cerveja, quando bêbado  Lembre de mim no primeiro bocejo, ao escovar os dentes, quando relaxar a cabeça no travesseiro.

Quando você pensar em uma declaração, pensa na minha. Quando você pensar em promessa, lembra de mim. Quando você viajar, lembre de mim. Quando realizar os seus sonhos, pensa em mim. Quando você tiver uma nova meta, pensa em mim. Quando se arrepender, lembra de mim. Quando quiser amar, quando quiser ser feliz, quando quiser a cerca branca, volta pra mim.






domingo, 3 de fevereiro de 2013

Up here

Aquele tipo de coisa que você não sabia o quanto precisava até ter. Aquele feeling de 'como consegui viver algum dia sem isso aqui?'. É isso que eu sinto em relação ao meu segundo andar. My second floor é tudo que eu sempre precisei. Se estou cansado, subo pra relaxar; se estou feliz, pra comemorar; se estou triste, subo para chorar; não importa o que eu tiver que fazer, fazer aqui em cima é bem melhor.

Acolhedor e tão confortável como um abraço. Quentinho no inverno, geladinho no verão. Teto de vidro para poder acompanhar o por do sol sempre que possível, para receber as chuvas, as noites estreladas e ver o sol nascer. A música aqui é liberada, desde blues até o sertanejo mais caipira possível. De volume ambiente, ou estourando as caixas de som, onde mal se consegue escutar o próprio pensamento, a trilha sonora quem escolhe sou eu.

Aqui falo sobre o que eu quiser, conto a versão que eu quero, o lado que eu acredito, ou o que eu quero acreditar. Coloco o meu ponto de vista, as minhas manhas, os meus sonhos, meus objetivos, os meus fracassos. Sobe quem eu quero e fica só quem eu quiser. O bom daqui é isso, nada se esconde e nada se engole seco. O meu segundo andar é para ser feliz.

Não sei porque tamanha perfeição aqui em cima. Talvez porque cada detalhe aqui é como eu quero, escolho cada cor, cada bebida servida, a música, o tempo e a companhia. Aqui posso até ter você de volta, se eu quiser. Anyway, no meu segundo andar fujo de tudo que não quero, deixo o corpo embaixo e trago o espírito pra cima.



"I am closer to clouds up here"