terça-feira, 8 de outubro de 2013

A hora.

E aquele dia eu te esperava, mesmo sem saber que você vinha. Eu nunca gostei de surpresas, muito menos dessas que eu já esperava. Você chegou de surpresa, mesmo que eu já te esperava. Você veio aqui na hora certa, quando eu não aguentava mais. Você veio porque algo precisava ser feito. Algo precisava ser terminado. A gente precisava terminar. 

Eu sabia, você sabia. Já era a hora. 

A gente precisava se afastar, a gente precisava se conhecer. Não um ao outro, mas cada um a si mesmo. Precisávamos conhecer o que a gente tinha se tornado depois de termos nos conhecido. Depois de termos começado a nossa história junto, depois de passarmos de eu para nós. 

Eu me virei em insegurança, em carência e em dependência. Joguei na gente a minha felicidade, e projetei em você um amor de final de filme, pedindo para me decepcionar. Você passou a se duvidar e a se contradizer. Não encontrou na gente, o romance e a fantasia que você que idealizou. A gente criou um gap, na hora em que precisava criar. 

Nesse gap eu me conheci, me espremi ao me limite e vi até que ponto sou capaz de chegar. Você amadureceu, mesmo eu achando que isso era impossível. A gente criou esse gap, para conseguir mudar. A gente também criou outra relação de parceria e confiança. A gente se provou inúmeras vezes, que somos melhores quando estamos juntos. Criamos uma relação que preferimos chamar de amizade. 

E hoje eu te espero, mesmo sem saber se você vem. Mesmo não gostando de surpresas, hoje eu sei que algumas tem seu lado bom. Hoje eu espero que você chegue de surpresa. Espero que você chegue agora, porque eu já não aguento mais. Te espero porque algo precisa ser feito. Algo precisa ser recomeçado. A gente precisa voltar. 
Eu sei, você sabe. Já é a hora.




"I have died every day, waiting for you
Darling dont be afraid.."'

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Tão acostumado.

Hoje sou um cara mais forte. Não tenho tanto medo ao dar minha cara a tapa. Não tenho medo do não e não aceito o talvez.  Hoje tranco a porta todos os dias antes de dormir e coloco meus pés no chão, todo dia antes de sair da cama. Hoje não preciso de um “bom dia” pra acordar, nem de um sorriso pra me animar, ou de um “boa noite” para dormir bem.

Hoje eu sou um cara mais forte porque entendo que às vezes o que temos é o não. E conviver com você, ao longo desse tempo, só me provou isso. Eu recebi um não todos os dias, antes mesmo de levantar da cama. Eu tive que me animar, recebendo um não logo de início e ir dormir todas as noites com um não na cabeça.

Hoje sou um homem mais o forte. Cada dia eu aprendo que consigo sair de casa com um não e mesmo assim voltar firme. Hoje eu sei que um não, na verdade, não me impede de crescer. Não me impede de lutar, muito menos de correr atrás dos meus sonhos. Hoje eu sei que um não, não necessariamente é um não.

Hoje escolho quem eu quero do meu lado e as coisas que vou fazer. Escolho a hora que a minha festa começa, e na medida do possível a hora que ela vai acabar. Hoje não sorrio tanto, nem me esforço tanto para ser compreendido, afinal, quero que saibam a minha opinião, e não necessariamente que me apoiem. 

Hoje eu já sei que um não pode ser temporário. Já estou acostumado a ser mais forte e menos sentimental. Já me acostumei a ser sozinho, mesmo não tendo largado o plural. Já me acostumei a ser só eu, mesmo sendo tratado como ‘nós’. Hoje eu já me acostumei  com o amargo na boca e a segurar as palavras. Já to acostumado a segurar os abraços e prender minhas mãos pra não procurarem as tuas. Já to tão acostumado, mas mesmo assim, todo dia acredito que hoje, seja o ultimo dia desse não.


“This is the last time I’m asking you why,
You break my heart in the blink of an eye”

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Na boa.

E nós já nos conhecíamos, ao menos achávamos isso. Você consegue ser muito mais carismático do que eu imaginava, ainda mais depois de algumas doses noite a fora. Eu superei tuas expectativas, pelo menos na altura, mas na boa, pra mim, faltou feedback.

Não foi a festa, nem as músicas. Não foram seus amigos, muito menos as nossas doses. Não foram os beijos por si só, nem as conversas que tivemos. O seu conjunto. Na boa, acho que foi o seu conjunto junto com o meu, que me chamou atenção.

Não sei se foi a distancia, se foi a realização de um desejo antigo, ou se foi mesmo o brilho do teu olhar. Não sei se foi minha carência, ou se foi o nosso encaixe perfeito em qualquer canto daquele salão. Não sei o que me despertou tanta vontade, mas na boa, foi o empurrão de qual eu andei fugindo.

O empurrão pra queda livre, pro desconhecido. O caminho pro incerto.  O impulso pra criação de planos, para cantar músicas berrando, para sorrir por sorrir. Na boa, você é o cara que fez eu me sentir novo, de novo. O cara que me fisgou sem sequer lançar o anzol.

Na boa, você é o cara que eu to louco pra conhecer melhor.




“Don't you wanna come with me? Don’t you wanna feel my bones on your bones?”

terça-feira, 28 de maio de 2013

Talvez

Se você soubesse o sorriso que eu abro quando recebo uma mensagem sua no celular, me enviaria mensagens a cada minuto. Se soubesse a diferença que um bom dia seu, faz no meu dia, me ligaria assim que acordasse. Se você soubesse a minha felicidade quando você lembra de mim durante o seu dia e me encaminha um e-mail, compra um chocolate ou até mesmo da um sorriso, talvez você lembraria de mim a cada minuto.

Se você soubesse o esforço que eu faço para ficar do seu lado; se soubesse o quando eu me reinvento para incluir esses espaços entre agente; o quanto me contradigo para te manter na minha rotina. Se você soubesse o quão difícil é pra mim criar planos sem você do lado, talvez você entendesse.

Se você soubesse o soco no estomago que é ouvir alguns comentários teus; se soubesse o gosto amargo que vem na minha boca cada vez que deixo de falar algumas das coisas que você precisa ouvir. Se você soubesse o nó na garganta que eu carrego a tanto tempo, por ter que bloquear e filtrar tudo o que eu falo, talvez você preferiria não estar mais ao meu lado.

Se você soubesse o quão melhor pode ser, o quão bom é se permitir, o quão realizador é conquistar, talvez você entendesse. Se você soubesse do brilho nos olhos, dos calafrios, se soubesse da certeza, da coragem, da vontade.. Se você soubesse amar, talvez você voltasse atrás.





"Eu sei que pode ser, tudo é possível, é só você querer ficar comigo"
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

2x3

E eu aposto que tinha uma câmera girando quando demos aquele beijo em praça publica. Só faltou uma chuva pesada e uma música tranquila, pra completar aquela cena de filme. Aquele beijo já tinha o perfeito encaixe, assim como o abraço. Já tinha pele, química, desejo. Foi além da carne, foi um momento. 

Um momento com fim, quem sabe um momento que não deveria nem ter começado, já que não deve ser continuado. Não sei se foi cena de começo, de meio o de final de filme, mas me questiono bastante se ela realmente devia ter sido encenada. 

A falta de roteiro foi o que me encantou. Foram diversas chances, em anos, mas esperamos aquele dia e aquela hora, pra deixar rolar. Esperamos de mais, ou não esperamos o suficiente? Se tivéssemos deixado para outro dia, teria sido tão marcante? Ou será que passaria despercebido?


Foram duas cabeças jogando, mas com três vidas em jogo. O meu final foi sozinho, levei pra casa a culpa e a duvida. Você dormiu quentinho, companhado, quem sabe um pouco culpado, mas preferiu fingir que nada aconteceu. Todo mundo sabe que pegar alguém comprometido é errado, é proibido e que não é certo.

Sabe que no dia seguinte a mensagem não vem, os planos se acabam em planos e o contato passa de um jogo de conquista, para aquela troca de mensagens para encontros rápidos e culposos as escondidas. Sabe que o carinho foi momentâneo e que o momento foi só uma distração. Quem pega gente comprometida, sabe que no final da estoria o príncipe dorme juntinho e feliz, mas não com você.


"it's all false love and affection, 
you don´t like me you just want the attention.."


quinta-feira, 7 de março de 2013

Enquanto eu brigo.

Enquanto eu brigo, enquanto eu reclamo , enquanto eu te dou minha opinião, é porque eu te quero por perto. Sabe? Nos dias que eu fico puto, que eu faço um show, que eu sumo. Faço isso pra que você entenda, para que você aprenda, para que você melhore.

Enquanto eu te quero por perto, eu vou fazer isso. Vou reclamar, pra você melhorar, pra gente se dar melhor, pra gente caminhar juntos. Vou te dar conselhos pra você não se perder, pra você abrir sua cabeça. Vou te encorajar pra você, conseguir chegar aonde não está, mas quer chegar. 

Meu amigo, enquanto eu te quero por perto, eu vou fazer de tudo, pra gente continuar juntos. Mas de nada adianta o meu empenho, a minha força e a minha vontade de fazer acontecer, se você não ajudar. Quando você não muda e não se esforça pra crescer, mostra pra mim, que você quer ficar por aqui, na metade do meu caminho.


Enquanto eu brigo, é  porque te quero do meu lado. E no dia que eu deixar de me intrometer, meu amigo, é porque eu não quero mais você.




"and it's ok, if you have to go away, 
just remember the telephone works both ways, 
and if I never ever hear them ring, if nothing else I'll think the bells inside, 
have finally found you someone else and that's okay,
cause I'll remember everything you sang"

sábado, 2 de março de 2013

As nossas coisas.

A sua falta de interesse, sua falta de vontade. Os seus amigos. Suas inseguranças, as minhas inseguranças. O seu  idealismo, o meu perfeccionismo. A sua insatisfação, a minha infelicidade. A sua falta de amor, a sua covardia. O seu medo, a sua ignorância. Pouca língua, pouca carne. As estorias mal contadas, os perdidos. Os novos amigos, a falta de amigos. O que foi omitido.

A sua mudança. O final da paixão. A minha falta confiança. A suas escapadas. A minha falta de vida. A sua comodidade, sua falta de crença. Sua falta de palavra. As minhas expectativas. Suas viagens, as noites mal dormidas. A sua insatisfação. O seu medo. As minhas lágrimas, as suas caretas. Os meus suspiros, a falta dos seus. 


A sua falta de interesse, sua falta de vontade. Meu perfeccionismo, o seu idealismo. A sua covardia, as minhas lágrimas, a sua tristeza, o final.




"That heart you caught must be waiting for  you.  Even now when we're already over, I can't help myself from looking for  you.."

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Every Night.

Nunca busquei informação sobre esse tipo de sentimento. Sempre penso várias vezes antes de fazer alguma coisa, jamais imaginei que estaria algum dia, em uma situação como essa. É como se me faltasse o ar, todos os dias ao acordar. Como se eu não saísse completo da cama, limpo do banho ou alimentado da mesa. Não é um vazio, nem uma dor. Não é uma duvida, nem uma certeza. Acredito que não seja insegurança, apenas uma tristeza.


É um sentimento, horrível, de que não adianta o que eu vá fazer, o final da estoria eu já sei. Será incompleto, com falhas, erros, ou seja, uma estoria que não deveria ter sido escrita. Sinto que perdi minha armadura, perdi o brilho dos olhos, minha tranquilidade e a pureza do meu coração. Perdi minha malícia, perdi meu tesão, perdi minha curiosidade.


Não sei qual a parte do caminho que eu me perdi, a parte do livro que eu não li, ou do filme que eu dormi. Sinto que estou mergulhado nessa amargura, trancado nesse escuro e que sou forçado a passar um calor, sempre sufocado ou agoniado  Não busco resgate, não busco conselhos, não quero mais nada e mais ninguém.

Acordo todos os dias assim, sem amor. Acordo por acordar, faço por fazer e enfim chega a hora de dormir. De todas as formas de se sentir o amor, coube a mim, sentir o amor não correspondido.



"They say if you love somebody, then you have got to set them free.. but I would rather be locked to you, than live in this pain and misery.."

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O gosto da hipocrisia.

Lembro do dia que contei para os meus pais que eu fumava, confesso que não foi um choque muito grande. Nunca esqueço a reação da minha mãe. Estávamos almoçando e ela riu, ali na mesa mesmo, falou "você fuma?" e riu. Não entendi aquela reação, mas também não questionei, deixei rolar. Ela também era fumante, era, pois assim que eu comecei a fumar dentro de casa, ela parou. Pra sempre.

Sempre fui um apreciador da cerveja. Da cerveja, da vodca, do rum, enfim, do álcool, e confesso que sempre fui péssimo no auto controle, quando quantidade de álcool ingerida deveria ser controlada. E isso nunca me incomodou, embora sempre tenha me gerado alguma 'dor de cabeça' no dia seguinte. Nunca me incomodou até eu ver uma amiga sem medir o quanto bebia. As coisas que fazia, as coisas que contava, quando vi quem ela se tornava, repensei.

Sempre achei Ok e embora utilizasse da minha maneira, levava como uma coisa qualquer. Aliás, te conheci por esse meio. Acredito que não importa o que a gente faça, mas sim a intensidade e a importância que a gente coloca nas coisas. Não sei se é a atenção que você doa pra isso, ou é o simples fato de ser você, mas me da nojo, não só daquilo, mas de você também. E disso, tiro uma conclusão, não meterei mais meus dedos ali.


"wish there was a way I could delete it.."

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Re-pe-pe-peat.

E quando te falarem de amor, daquele que é pra sempre, que é verdadeiro, igual de mãe, pense em mim. Quando te falarem que dois homens não ficam juntos pra sempre, que não existe fieldade entre dois homens,  que o instinto animal separa qualquer um, pensa em mim. Quando te falarem que não dá, que você não ta certo, que não vai conseguir, pensa em mim.

Quando ouvir aquela música, lembra de mim. Quando for para aquela cidade, naquele restaurante e passar na minha rua, lembra de mim. Quando estiver feliz, quando se encantar, quando quiser chorar de felicidade, lembra de mim. Lembra de mim quando acordar, no primeiro sorriso do dia, na hora do almoço, no cafézinho da tarde. Na primeira cerveja, na segunda cerveja, quando bêbado  Lembre de mim no primeiro bocejo, ao escovar os dentes, quando relaxar a cabeça no travesseiro.

Quando você pensar em uma declaração, pensa na minha. Quando você pensar em promessa, lembra de mim. Quando você viajar, lembre de mim. Quando realizar os seus sonhos, pensa em mim. Quando você tiver uma nova meta, pensa em mim. Quando se arrepender, lembra de mim. Quando quiser amar, quando quiser ser feliz, quando quiser a cerca branca, volta pra mim.






domingo, 3 de fevereiro de 2013

Up here

Aquele tipo de coisa que você não sabia o quanto precisava até ter. Aquele feeling de 'como consegui viver algum dia sem isso aqui?'. É isso que eu sinto em relação ao meu segundo andar. My second floor é tudo que eu sempre precisei. Se estou cansado, subo pra relaxar; se estou feliz, pra comemorar; se estou triste, subo para chorar; não importa o que eu tiver que fazer, fazer aqui em cima é bem melhor.

Acolhedor e tão confortável como um abraço. Quentinho no inverno, geladinho no verão. Teto de vidro para poder acompanhar o por do sol sempre que possível, para receber as chuvas, as noites estreladas e ver o sol nascer. A música aqui é liberada, desde blues até o sertanejo mais caipira possível. De volume ambiente, ou estourando as caixas de som, onde mal se consegue escutar o próprio pensamento, a trilha sonora quem escolhe sou eu.

Aqui falo sobre o que eu quiser, conto a versão que eu quero, o lado que eu acredito, ou o que eu quero acreditar. Coloco o meu ponto de vista, as minhas manhas, os meus sonhos, meus objetivos, os meus fracassos. Sobe quem eu quero e fica só quem eu quiser. O bom daqui é isso, nada se esconde e nada se engole seco. O meu segundo andar é para ser feliz.

Não sei porque tamanha perfeição aqui em cima. Talvez porque cada detalhe aqui é como eu quero, escolho cada cor, cada bebida servida, a música, o tempo e a companhia. Aqui posso até ter você de volta, se eu quiser. Anyway, no meu segundo andar fujo de tudo que não quero, deixo o corpo embaixo e trago o espírito pra cima.



"I am closer to clouds up here" 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Aconteceu.



E é aquela velha e manjada história, que todo mundo já ouviu, porque aconteceu com um amigo de uma amigo, com o filho de um amigo dos seus pais, com um próprio amigo seu, ou até seu irmão. Todo mundo sabe, a falta de informação já não pode ser culpada por isso. Alias, eu acredito que o excesso de informação e o fácil acesso que temos a tudo nos dias de hoje, que é o culpado por isso.

Mesmo sabendo das consequências  a gente tem a curiosidade. E bem, se temos o acesso e temos a curiosidade - e achamos que temos a consciência do que estamos fazendo - porque não? E foi assim que tudo começou. Claro que não cheguei a tal ponto do nada, já tinha brincado por essas redondezas antes. Sempre gostei do perigoso  de me testar, de me provocar e ver até onde eu consigo chegar.

Long story short, comecei na brincadeira, porque era legal, porque tava na hora pra fazer aquilo, porque tava sozinho, porque já tinha tudo o que eu queria e eu queria mais. Mais emoção. Foi na tarde do sábado, na noite do domingo, na festinha de quarta-feira, no barzinho da sexta, e assim vai. Realmente, a coisa anda como todo mundo fala, e como você sempre leu. Quando eu vi, já não estava mais por brincadeira, já não era mais por diversão, por falta do que fazer ou coisa assim. Quando eu me dei por mim, eu já estava amando.